Brasil enfrenta um cenário alarmante em relação ao abastecimento de fertilizantes. O Ministério da Agricultura emitiu um alerta sobre o “elevadíssimo risco” de desabastecimento, o que pode impactar diretamente a produtividade da safra de 2026/2027.
Conflitos e restrições que afetam o abastecimento
A crise tem raízes em conflitos geopolíticos no Irã e em restrições de exportação na China. O fechamento do Estreito de Ormuz, uma rota marítima crucial, elevou os custos de frete e o preço do gás natural, matéria-prima essencial para a produção de ureia. Como o Brasil importa 85% dos fertilizantes que utiliza, qualquer instabilidade no Oriente Médio encarece a produção interna de alimentos como soja, trigo e café.
Impacto das restrições chinesas
Além dos problemas no Oriente Médio, a China restringiu as vendas internacionais de fertilizantes fosfatados, essenciais para o agronegócio brasileiro. Essa decisão pode gerar um déficit de até 3 milhões de toneladas de adubo no Brasil ainda em 2026, segundo estimativas.
Consequências para a segurança alimentar
Notas técnicas do governo indicam que a falta de insumos ou a alta excessiva de preços podem comprometer a produtividade das safras. Isso pode afetar a segurança alimentar e a competitividade do Brasil no mercado global, resultando em possíveis altas de preços nos supermercados.
Produção nacional e dependência externa
Apesar de existir um Plano Nacional de Fertilizantes desde 2022, que visa reduzir a dependência externa de 85% para 45% até 2050, a produção nacional ainda é insuficiente. No último ano, o Brasil produziu apenas 7,2 milhões de toneladas, enquanto precisa importar mais de 43 milhões de toneladas para manter suas plantações.
Opinião
O cenário atual exige uma ação rápida e eficaz para evitar um colapso no abastecimento de fertilizantes, essencial para garantir a produção agrícola e a segurança alimentar do Brasil.






