O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), tomou uma decisão importante em 19 de fevereiro de 2026, ao determinar que o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, não é obrigado a comparecer aos depoimentos agendados para os dias 23 e 24 de fevereiro de 2026.
Os depoimentos estavam marcados para ocorrer na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS e na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Segundo Mendonça, a presença do banqueiro é facultativa, uma vez que ele se encontra na condição de investigado em um processo que apura as fraudes no Banco Master.
Investigação e Fraudes
O caso de Vorcaro é parte da Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025 pela Polícia Federal, que investiga a concessão de créditos falsos pela instituição financeira. As fraudes podem atingir um montante alarmante de R$ 17 bilhões, conforme indicam as investigações preliminares.
Além disso, Mendonça também negou um pedido da defesa de Vorcaro para que ele pudesse se deslocar para Brasília em um jatinho particular, alegando questões de segurança. Os advogados do banqueiro argumentaram que a utilização do jatinho era necessária, mas a solicitação foi recusada.
Próximos Passos
Os depoimentos agendados para os dias 23 e 24 de fevereiro de 2026 seguem, mas sem a obrigatoriedade da presença de Vorcaro. A decisão de Mendonça como relator do caso traz um novo capítulo para a investigação que envolve um dos maiores escândalos financeiros do país.
Opinião
A decisão de Mendonça levanta questões sobre a responsabilidade dos investigados em comparecer às comissões do Senado, especialmente em casos de grande repercussão como este.
