A safra de 2025/2026 de cana-de-açúcar em Mato Grosso do Sul moeu 52 milhões de toneladas, o que pode fazer com que a produção de etanol chegue a 5 bilhões de litros, o maior número já registrado no Estado. Mato Grosso do Sul já responde por 13,5% da produção nacional de etanol, especialmente o etanol de milho, que corresponde a 44% de todo o total produzido. Isso coloca o Estado como o 4º maior produtor de etanol do Brasil e o 2º maior produtor de etanol de milho.
Exportações e geração de empregos
Os dados foram apresentados durante a 4ª Expocanas, evento voltado à exposição de tecnologia da cultura da cana-de-açúcar, realizado em Maracaju. Com a alta produção do combustível, Mato Grosso do Sul já ocupa a 4ª posição como maior exportador de bioeletricidade do Brasil, sendo visto como um dos principais polos de energia renovável do País. Além disso, o setor sucroenergético é responsável pela criação direta de mais de 34 mil empregos no Estado.
Inovações e sustentabilidade
O secretário da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, destacou a importância da cadeia sucroenergética para o crescimento do Estado, com forte capacidade de geração de emprego e atração de investimentos. “Quando falamos em bioenergia, estamos falando de um setor que coloca Mato Grosso do Sul na vanguarda da transição energética, com sustentabilidade e competitividade”.
Os resultados da safra são positivos mesmo com um ritmo de recuperação devido a fatores climáticos. O início da moagem foi mais lento por causa da irregularidade das chuvas e das geadas que comprometeram o planejamento do corte. A partir de setembro, a colheita e a moagem avançaram de forma mais consistente.
Investimentos da Atvos
Durante o evento, foi implantada a primeira planta de biometano da indústria Atvos em Mato Grosso do Sul, com um investimento de R$ 350 milhões. O projeto terá capacidade estimada de produzir cerca de 28 milhões de metros cúbicos de biometano por safra, substituindo o diesel nas operações da empresa. A meta da Atvos é converter, pelo menos, 50% dos consumos das unidades para o uso do gás renovável.
Parte da produção de biometano poderá atender os municípios vizinhos, contribuindo para as políticas de descarbonização e a meta de tornar Mato Grosso do Sul um estado de carbono neutro até 2030. Desde 2023, a Atvos anunciou um plano de investimento de cerca de R$ 3 bilhões para os próximos três anos, focando na ampliação agrícola e modernização industrial.
Opinião
A crescente produção de etanol e biometano em Mato Grosso do Sul demonstra o potencial do Estado em liderar a transição energética no Brasil, criando empregos e promovendo a sustentabilidade.





