Em 2025, Mato Grosso do Sul se destacou como um dos poucos estados brasileiros que não registraram mortes de policiais ou profissionais de segurança em serviço. Este feito não é recente, já que o estado não apresenta ocorrências desse tipo há cinco anos.
De acordo com o Painel de Indicadores Estatísticos do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Mato Grosso do Sul se juntou a outros cinco estados que também não tiveram policiais mortos em confronto no último ano: Acre, Paraná, Roraima, Santa Catarina e Sergipe. O estado se destaca ainda mais ao contabilizar apenas duas mortes em serviço nos últimos dez anos, tornando-se a unidade federativa com a menor quantidade de ocorrências do tipo nesse período.
No Brasil, entre 2015 e 2025, foram registrados 2.753 policiais mortos em serviço, com o Rio de Janeiro liderando essa estatística, contabilizando 692 mortes, seguido por São Paulo com 490 e Pará com 325. Em 2024, o número de mortes por intervenção policial caiu de 86 para 59, representando uma redução de 31,40% em relação ao ano anterior.
Suicídios entre policiais
Embora Mato Grosso do Sul tenha se destacado pela ausência de mortes em serviço, o estado registrou 14 suicídios de profissionais de segurança entre 2015 e 2025. Desses, quatro ocorreram em 2025, apresentando uma média elevada em comparação com outros períodos. A maioria das ocorrências foi de policiais civis, mas também houve registros entre policiais militares e penais.
Em julho do ano passado, a Comissão de Segurança Pública do Senado Federal aprovou um Projeto de Lei que prevê indenização de R$ 100 mil para famílias de policiais mortos em serviço. Para aqueles que se tornarem incapacitados permanentemente, a indenização será de R$ 50 mil, com os valores sendo pagos pelos governos federal, estadual e municipal.
Opinião
A ausência de mortes de policiais em Mato Grosso do Sul é um dado positivo, mas a preocupação com os suicídios entre profissionais de segurança destaca a necessidade de apoio psicológico e melhores condições de trabalho.
