A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, anunciou sua saída do cargo nesta quarta-feira, após receber convites de diversos partidos para disputar as eleições de outubro. A discussão sobre uma possível candidatura pela Rede Sustentabilidade, partido que ela fundou e do qual é filiada, está ‘nos pênaltis’.
Marina revelou que recebeu convites de partidos como PCdoB, PDT, PV e PSB, mas garantiu que mudar de legenda não é prioridade para sua eventual candidatura nas eleições de 2026. “Eu tenho partido, eu fundei a Rede, estou na Rede, sou filiada à Rede e na Federação Psol-Rede”, destacou.
Desafios de João Paulo Capobianco
Com a saída de Marina, o secretário-executivo João Paulo Capobianco assume o Ministério do Meio Ambiente. Sua exoneração de Marina será publicada no Diário Oficial da União. Capobianco, que tem 69 anos e foi secretário de Biodiversidade e Florestas, enfrenta o desafio de manter a taxa de desmatamento em queda em um ano eleitoral, o que pode resultar no menor índice de desmatamento da Amazônia da história.
Além disso, Capobianco terá que lidar com queimadas e eventos extremos, exacerbados pelo El Niño e pela emergência climática, que podem agravar a situação no Pantanal. Também estão em pauta as turbulências causadas por projetos de lei no Congresso e os impactos da nova legislação sobre licenciamento ambiental.
Opinião
A saída de Marina Silva e a ascensão de João Paulo Capobianco trazem à tona questões cruciais sobre a continuidade das políticas ambientais no Brasil, especialmente em tempos de desafios climáticos e políticos.





