O Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo, celebrado em 2 de abril, marca o início de um mês dedicado ao Transtorno do Espectro Autista (TEA). Este período é fundamental para a ampliação do conhecimento sobre a condição que afeta milhões de pessoas no Brasil e no mundo.
Dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, divulgados em abril de 2025, revelam que 1 em cada 31 crianças de 8 anos foi diagnosticada com autismo. No Brasil, o IBGE reportou que, pela primeira vez, 2,4 milhões de pessoas foram diagnosticadas com TEA, o que representa 1,2% da população. Esses números refletem uma maior conscientização e acesso ao diagnóstico.
Importância do Diagnóstico Precoce
A neuropsicopedagoga Mariele Finatto, coordenadora de uma pós-graduação sobre autismo no Unicesusc, enfatiza que o diagnóstico precoce é crucial para o desenvolvimento das crianças com TEA. Identificar os sinais na infância permite intervenções mais eficazes, que impactam positivamente no desenvolvimento cognitivo, social e emocional.
Os sinais mais comuns incluem dificuldades na comunicação, padrões repetitivos de comportamento e desafios na interação social. O diagnóstico deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar, composta por profissionais de saúde e educação.
Relação entre Alimentação e TEA
A relação entre autismo e alimentação tem ganhado destaque em estudos recentes. Pesquisas indicam que crianças com TEA apresentam alta prevalência de seletividade alimentar, o que pode resultar em deficiências nutricionais significativas, como falta de ferro, zinco e vitaminas do complexo B.
A professora Fabiane Lima, especialista em nutrição materno-infantil do Unicesusc, alerta que a seletividade alimentar, muitas vezes ligada à sensibilidade sensorial, pode afetar tanto a aceitação de alimentos quanto os comportamentos das crianças. Uma dieta restrita pode impactar negativamente a saúde e o desenvolvimento.
O acompanhamento nutricional deve ser individualizado, respeitando as particularidades de cada criança e suas necessidades metabólicas. Ajustes na alimentação podem melhorar a disposição, concentração e qualidade de vida.
Saúde Intestinal e Comportamento
Estudos recentes também investigam a conexão entre a saúde intestinal e os sintomas comportamentais do autismo. A saúde do intestino pode influenciar diretamente no comportamento das crianças com TEA.
Felizmente, cidades do Litoral Norte e outras regiões do Brasil estão dando mais atenção ao autismo, proporcionando uma melhor qualidade de vida para essas crianças à medida que crescem.
Opinião
A crescente conscientização sobre o autismo e a importância do diagnóstico precoce e da nutrição reforçam a necessidade de um olhar mais atento e respeitoso para com as crianças que vivem com TEA.





