O advogado Marco Aurélio de Carvalho, que representa Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula, confirmou uma viagem realizada em 2024 a Portugal. Lulinha esteve acompanhado por Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. O objetivo da viagem foi conhecer uma fábrica que produz cannabis para fins medicinais.
De acordo com Carvalho, as passagens aéreas e a hospedagem em Portugal foram pagas por Antunes, que é um dos principais investigados pela Polícia Federal e na CPI do INSS. O advogado, amigo pessoal de Lula e da família, fez essas declarações em uma entrevista à Globonews e confirmou as informações em uma ligação telefônica.
Embora Lulinha já tivesse mencionado a viagem a pessoas próximas, essa foi a primeira confirmação oficial por parte da defesa. Carvalho expressou surpresa ao ser questionado sobre o porquê de falar publicamente sobre o assunto pela primeira vez, já que a informação nunca havia sido confirmada na imprensa.
Arquivamento das Investigações
A defesa jurídica de Lulinha já teria “justificado” a viagem ao Supremo Tribunal Federal (STF). Carvalho afirmou que a visita à fábrica não resultou em nenhuma parceria comercial e que o Careca do INSS “nunca depositou um real” em contas de Lulinha. Ele também defendeu o arquivamento das investigações sobre Lulinha, alegando “absoluta ausência de fatos a serem investigados”.
Contexto Legal em Portugal
A maconha é descriminalizada em Portugal, e documentos apreendidos pela Polícia Federal indicam que Antunes tinha a intenção de adquirir um galpão em Portugal para investir na produção de cannabis, no mesmo local que ele e Lulinha visitaram em novembro de 2024.
Opinião
A confirmação da viagem de Lulinha levanta questões sobre a transparência e os vínculos entre figuras públicas e interesses empresariais, especialmente em um contexto onde a legalização da cannabis está em discussão.






