O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que as investigações da Polícia Federal sobre o escândalo do Banco Master irão “às últimas consequências”. A declaração foi feita após um encontro com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco, em 2024.
Durante o encontro, que contou com a presença do ex-ministro Guido Mantega, Lula destacou que não haveria qualquer posicionamento político em favor ou contra a instituição, que já enfrentava uma crise de liquidez na época. Vorcaro se dizia “perseguido” e alegava que havia outros agentes do mercado financeiro tentando derrubá-lo.
Reuniões e Investigações
Após a reunião, Lula convocou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para discutir os relatos de Vorcaro. O presidente enfatizou a importância de investigar a corrupção e a lavagem de dinheiro, afirmando que “quem tiver metido nisso vai ter que pagar o preço da irresponsabilidade”.
As investigações abrangem também os negócios firmados por estados com o Banco Master, incluindo transações envolvendo recursos previdenciários de servidores. Recentemente, foram reveladas ligações com o Banco de Brasília (BRB), que tentou adquirir uma fatia do Banco Master, mas teve a transação negada pelo Banco Central. O BRB adquiriu R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito sem lastro, que estão sendo investigadas como fraudulentas.
Encontro com Donald Trump
Além disso, Lula planeja se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em março de 2026, onde levará uma comitiva para discutir o combate ao crime organizado e ao narcotráfico. A comitiva incluirá o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o secretário-geral da Receita Federal, Robinson Barreirinhas.
Opinião
A investigação do Banco Master representa um passo importante para a transparência econômica no Brasil, mas a sociedade aguarda ações concretas e resultados efetivos.
