O Palácio do Planalto confirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não participará da assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, marcada para o dia 17 de janeiro de 2026, em Assunção, Paraguai. Lula será representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, conforme informou a pasta à Gazeta do Povo.
A ausência de Lula no evento contrasta com sua forte campanha durante o atual mandato para concretizar esse acordo, que foi negociado ao longo de 26 anos. O presidente brasileiro, que presidiu o Mercosul de julho a dezembro de 2025, tinha a intenção de finalizar as negociações durante sua gestão à frente do bloco.
Críticas ao Protecionismo
Em um artigo publicado no jornal argentino La Nación, Lula criticou o unilateralismo e o protecionismo, afirmando que a parceria entre Mercosul e União Europeia é uma resposta para lidar com essas questões. Ele destacou que, em tempos de isolamento dos mercados, a cooperação entre as duas regiões é fundamental para o crescimento global.
Lula se reuniu com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Rio de Janeiro, onde reforçou a importância do acordo, que, segundo ele, contraria a lógica das guerras comerciais que segregam as economias e exacerbam a desigualdade. O presidente petista argumentou que a nova parceria trará oportunidades mútuas de emprego e desenvolvimento sustentável.
Opinião
A ausência de Lula na assinatura do acordo levanta questões sobre o futuro das relações entre o Mercosul e a União Europeia, além de refletir a complexidade das negociações internacionais em um cenário global conturbado.
