Em uma cerimônia realizada no Palácio do Planalto, o presidente Lula anunciou, em 18 de março de 2026, a entrada em vigor do ECA Digital, uma nova legislação que visa fortalecer a proteção de crianças e adolescentes na internet. O evento, intitulado “ECA Digital em Ação”, contou com a presença de ministros e autoridades, marcando um passo significativo na luta contra crimes cibernéticos.
Centro Nacional de Proteção à Criança e ao Adolescente
A nova legislação estabelece a criação do Centro Nacional de Proteção à Criança e ao Adolescente, que será responsável pela centralização de denúncias de crimes digitais. A Polícia Federal terá um papel estratégico nesse novo cenário, com a criação de uma coordenação na Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos que irá estruturar o Centro Nacional de Triagem de Denúncias de Violações contra Crianças e Adolescentes.
Obrigações e Supervisão
Com o ECA Digital, as plataformas digitais agora têm a obrigação de remover e reportar conteúdos relacionados à exploração, abuso sexual, aliciamento e outras formas de violência diretamente às autoridades brasileiras. Além disso, a legislação prevê o fortalecimento da supervisão parental e mecanismos mais rigorosos de verificação de idade, visando a segurança das crianças no ambiente online.
Integração e Resposta Rápida
O novo modelo de atuação da Polícia Federal permitirá uma resposta mais ágil e precisa em casos que exigem intervenção imediata. A integração entre a Polícia Federal, polícias civis e outros órgãos de persecução penal será vital para o sucesso das operações contra crimes cibernéticos, garantindo uma abordagem mais coordenada e eficiente.
Opinião
A implementação do ECA Digital representa um avanço importante na proteção de crianças e adolescentes no Brasil, refletindo um compromisso do Estado com a segurança e o bem-estar da juventude em um ambiente digital cada vez mais complexo.





