Eleições

Lula enfrenta rejeição recorde com 61% de desaprovação a poucos meses da eleição

Lula enfrenta rejeição recorde com 61% de desaprovação a poucos meses da eleição

A pouco mais de sete meses das eleições de 2026, a desaprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva atinge os maiores níveis em anos, conforme indicam as pesquisas do PoderData e da AtlasIntel, em parceria com a Bloomberg. Os dados revelam um cenário preocupante para o mandatário, que enfrenta uma crescente rejeição popular.

Segundo o levantamento do PoderData, realizado entre 21 e 23 de março de 2026, a desaprovação de Lula chegou a 61%, enquanto a aprovação é de apenas 31%. Este índice representa a maior taxa negativa registrada desde o início da série histórica, em março de 2024.

Por outro lado, a pesquisa da AtlasIntel, coletada entre 18 e 23 de março de 2026, também aponta para um cenário de desgaste. A desaprovação ao trabalho de Lula é de 53,5%, com uma aprovação de 45,9%, mostrando que a rejeição supera a aceitação.

Divisões Demográficas e Regionais

O levantamento da AtlasIntel revela divisões significativas na sociedade brasileira. A desaprovação é alarmante entre os evangélicos, com uma rejeição de 85,5%, e entre os jovens de 16 a 24 anos, que apresentam uma desaprovação de 72,7%. Geograficamente, as regiões mais críticas são o Centro-Oeste, com 65,9% de desaprovação, e o Sul, com 60,2%.

Em contraste, Lula mantém um apoio considerável entre as mulheres, com 53,9%, os católicos, com 54,2%, e na região Nordeste, onde a aprovação chega a 55,6%.

Metodologia das Pesquisas

O PoderData conduziu 2.500 entrevistas por telefone em 132 municípios, com uma margem de erro de 2 pontos percentuais e um intervalo de confiança de 95%. A AtlasIntel, por sua vez, utilizou 5.028 respondentes recrutados digitalmente, com uma margem de erro de 1 ponto percentual e o mesmo nível de confiança. O levantamento da AtlasIntel está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04227/2026.

Opinião

A crescente desaprovação de Lula reflete um descontentamento popular que pode impactar significativamente as eleições de 2026, exigindo uma análise cuidadosa das estratégias políticas do governo.