A COP15 está em andamento em Campo Grande até o dia 29 de março, com foco na proteção de habitats essenciais para espécies migratórias. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância de proteger esses ambientes para garantir a conservação das espécies durante sua fala na capital de Mato Grosso do Sul.
O governo federal anunciou a ampliação de reservas federais, incluindo a Estação Ecológica (ESEC) de Taiamã, que foi ampliada em 57 mil hectares, totalizando agora 68 mil hectares de proteção. Além disso, o Parque Nacional do Pantanal teve um acréscimo de 47 mil hectares, chegando a 183 mil hectares preservados.
Objetivos de Conservação
O Brasil está comprometido com a meta global de proteger 30% das áreas terrestres e marinhas até 2030. Lula enfatizou que “não há como proteger espécies migratórias sem proteger seus habitats”, referindo-se à necessidade de corredores de vida que garantam a conectividade entre as áreas de conservação.
Debates e Iniciativas
Durante a COP15, haverá um painel sobre créditos de carbono e biodiversidade em Corumbá, programado para o dia 26 de março de 2026. O evento abordará como esses projetos podem gerar receita para a manutenção de reservas, com a participação do Instituto Homem Pantaneiro (IHP), que já obteve certificação para dois projetos na região.
O programa de Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA) também está em destaque, com o governo de Mato Grosso do Sul pagando cerca de R$ 3 milhões a 40 produtores rurais do Pantanal na primeira edição do programa. Um novo edital prevê pagamentos de até R$ 100 mil por ano para aqueles que mantiverem vegetação nativa em suas propriedades.
Opinião
A ampliação das reservas e o foco na proteção de habitats são passos importantes para a conservação da biodiversidade, especialmente em tempos de crescente pressão sobre os ecossistemas.





