Durante a 10ª Cúpula da Celac, realizada em Bogotá no dia 21 de outubro de 2023, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um discurso contundente sobre a soberania da América Latina e do Caribe. Lula criticou as intimidações que a região enfrenta, especialmente por parte dos Estados Unidos, e a retomada de políticas colonialistas.
O presidente questionou a legitimidade das invasões, perguntando em que parte da Carta da ONU está escrito que um país pode invadir outro. Ele destacou a situação da Bolívia, que enfrenta pressão dos EUA para a venda de minerais críticos, como o lítio, essenciais para a transição energética.
Críticas ao investimento em armamentos
Lula também criticou o investimento crescente em armamentos, que em 2022 totalizou US$ 2,7 trilhões, enquanto 630 milhões de pessoas ainda passam fome. Ele enfatizou a necessidade de priorizar o combate à fome e à pobreza, em vez de gastar com guerras.
Falta de atuação da ONU
O presidente criticou a ineficácia do Conselho de Segurança da ONU, que deveria atuar para manter a paz, mas, segundo ele, tem contribuído para a proliferação de conflitos. Lula questionou quando a ONU convocará uma reunião para discutir a renovação e a representatividade do Conselho.
Ele ressaltou a importância da cooperação entre os 55 países da União Africana e os 33 países da Celac, que juntos somam cerca de 2,2 bilhões de pessoas, e defendeu que a América Latina e a África devem ter uma representação adequada na ONU.
Opinião
A fala de Lula na Celac reflete uma crescente preocupação com a soberania da América Latina e a necessidade de uma nova ordem internacional que respeite os direitos dos países em desenvolvimento.





