O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou, durante o encerramento do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Salvador, que a política mundial enfrenta um momento crítico, com o multilateralismo sendo substituído pelo unilateralismo. Lula criticou a proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de criação de um Conselho de Paz, afirmando que isso representa a tentativa de Trump de estabelecer uma nova ONU sob sua liderança.
Críticas à ONU e aos EUA
Em seu discurso, Lula afirmou que a carta da ONU está sendo desrespeitada e que, em vez de corrigir a organização, Trump busca dominá-la. Ele defendeu a reforma da ONU, sugerindo a inclusão de novos membros permanentes no Conselho de Segurança, como Brasil, México e países africanos. “Está prevalecendo a lei do mais forte”, disse Lula, enfatizando a necessidade de um multilateralismo efetivo.
Convite a líderes mundiais
O presidente brasileiro revelou que está em contato com líderes como Xi Jinping, Vladimir Putin e Narendra Modi para discutir maneiras de fortalecer o multilateralismo. “Não podemos permitir que a força das armas e a intolerância prevaleçam”, destacou, enfatizando a importância do diálogo e da cooperação internacional.
Críticas à situação na Venezuela
Lula também expressou indignação com as ações dos EUA na Venezuela, que resultaram no sequestro do presidente Nicolás Maduro. Ele criticou a falta de respeito à integridade territorial do país e reafirmou que a América do Sul deve ser um território de paz, sem intervenções externas.
Encontro do MST e suas demandas
O 14º Encontro Nacional do MST, que celebrou os 42 anos do movimento, reuniu mais de 3 mil trabalhadores e discutiu temas como reforma agrária e agroecologia. Ao final do evento, uma carta foi entregue ao presidente, na qual o MST critica a tentativa de impedir o avanço do multilateralismo e alerta sobre os riscos do imperialismo na América Latina.
Opinião
A postura de Lula em defesa do multilateralismo e do diálogo é crucial em tempos de crescente tensão internacional, refletindo a necessidade de uma política externa mais equilibrada e respeitosa.
