O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou seu homólogo americano, Donald Trump, por “tentar governar o mundo” através das redes sociais. A declaração foi feita durante um discurso em que Lula abordou o impacto do uso excessivo de celulares nas relações interpessoais, afirmando que isso tem gerado um aumento do individualismo.
“Nós estamos virando isso. A gente deita na cama e, em vez de ficar conversando com a companheira, fica com o dedo no celular. Eu lá quero saber se alguém morreu meia-noite, se vai ter notícia contra mim? Você precisa desligar, faz um cafuné na sua companheira, vamos voltar a ser humano, tirar esse ódio de perto de nós”, destacou Lula.
Convite para o Conselho de Paz
Em meio a essa discussão, Lula revelou que foi convidado por Trump para integrar o Conselho de Paz, que discutirá a situação na Faixa de Gaza. No entanto, o presidente brasileiro ainda não decidiu se aceitará o convite. Fontes do governo indicam que Lula está analisando os pontos do documento proposto por Trump e a estrutura do conselho, adotando uma postura cautelosa sobre o assunto.
O convite foi um dos temas discutidos entre Lula e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Além do presidente brasileiro, outros líderes, como o argentino Javier Milei e o turco Recep Tayyip Erdogan, também foram convidados. Lula expressou preocupação com a legitimidade do conselho, mencionando que a França já rejeitou o convite.
Regulação de apostas esportivas
Durante a cerimônia de entrega de 1.276 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, em Rio Grande, Lula também defendeu a necessidade de regular os sites de apostas esportivas no Brasil. Ele comparou essa regulação à proibição do uso de celulares nas escolas, que, segundo ele, foi uma “salvação” para estudantes e professores.
“A gente proibiu o povo de ir ao cassino e o cassino veio para o celular. A gente vai ter que regular essas coisas, regular essas jogatinas. Quando tiramos o celular da escola foi uma salvação para a escola. Foi uma benção termos tomado essa atitude. Nós precisamos saber o que queremos ensinar para os nossos filhos”, afirmou Lula.
Opinião
A crítica de Lula a Trump e sua preocupação com o individualismo digital refletem questões contemporâneas que afetam a sociedade moderna, destacando a necessidade de um debate mais profundo sobre o uso da tecnologia e suas implicações nas relações humanas.





