Em fevereiro de 2026, Lula se encontrou com Juliana Brizola, neta do icônico líder trabalhista Leonel Brizola, que é pré-candidata ao governo do Rio Grande do Sul pelo PDT. O encontro marca um momento significativo na política gaúcha, onde a articulação da direita, liderada pelo PL e Novo, já consolidou a pré-candidatura de Luciano Zucco (PL) ao governo estadual.
Movimentações no cenário eleitoral
A esquerda, por sua vez, está considerando uma aliança entre PT e PDT para a disputa eleitoral ao Executivo e ao Senado. Durante a visita ao Palácio do Planalto, Juliana Brizola foi acompanhada pelo presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, que já foi ministro da Previdência Social no governo de Lula.
Atualmente, o PT lançou a pré-candidatura de Edegar Pretto ao governo do RS, que obteve 26,77% dos votos válidos nas eleições de 2022. A pesquisa mais recente do Futura Inteligência mostra Pretto com 31,3% das intenções de voto, enquanto Zucco lidera com 40,2% em um possível segundo turno.
Desafios e expectativas
Juliana Brizola, que teve 19,69% dos votos válidos na eleição municipal de Porto Alegre, acredita na possibilidade de uma aliança de esquerda, mas respeita o tempo do PT para tomar uma decisão. A aliança entre PT e PDT ainda é indefinida, com o PDT oferecendo ao PT a vaga de vice-governador e apoio à chapa ao Senado com Paulo Pimenta (PT) e Manuela D’Ávila (PSOL).
Perspectivas para a esquerda
Enquanto a direita se organiza, a esquerda busca unir forças para enfrentar a crescente popularidade das candidaturas conservadoras. O histórico entre Lula e Brizola, que inclui desavenças e acordos, pode influenciar as decisões futuras, mas o cenário permanece incerto.
Opinião
A articulação entre Lula e Juliana Brizola pode ser crucial para fortalecer a esquerda no RS, mas a definição de alianças ainda é um desafio a ser superado.






