O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, deve anunciar no dia 19 de março de 2026, em São Paulo, o nome do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como candidato ao governo do estado. A exoneração do ministro será publicada no Diário Oficial da União (DOU) até o dia 17 de março de 2026.
O anúncio pode ocorrer de forma informal em um dos dois eventos programados: no Expo Center Norte, na zona norte da capital, ou em uma homenagem ao ex-presidente do Uruguai, José “Pepe” Mujica, na Universidade Federal do ABC (UFABC), local onde Lula iniciou sua trajetória como líder sindical.
De acordo com fontes próximas à campanha, a pré-candidatura de Haddad será anunciada durante uma entrevista a jornalistas, evitando um discurso para não infringir a legislação eleitoral.
Haddad, que não pretendia concorrer a um cargo eletivo, foi pressionado a se candidatar para garantir um palanque forte para Lula no maior colégio eleitoral do país. “Eu disse ao presidente que não seria candidato, e assim ficou. Mas, durante esses três meses de conversa com ele, o cenário se complicou”, afirmou o ministro.
O economista tem a missão de reduzir o favoritismo do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que já venceu Haddad nas eleições de 2022. Haddad deve tirar um período de férias antes do início oficial da campanha, que está marcada para agosto de 2026.
Além disso, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB-MS), também concorrerá ao Senado, restando definir a segunda vaga para o Senado e a vaga de vice-governador na chapa.
Opinião
A candidatura de Haddad traz à tona a necessidade de uma estratégia forte para enfrentar o atual governador e consolidar a presença do PT em São Paulo.






