O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) responsabilizou o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pelo escândalo financeiro envolvendo o Banco Master. Durante uma entrevista, Lula afirmou que as fraudes começaram a se intensificar durante a gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central, que legalizou o banco e suas operações questionáveis.
Investigações da Polícia Federal
As investigações da Polícia Federal revelaram a participação de parlamentares de diversas correntes políticas no caso, incluindo aliados e membros do Supremo Tribunal Federal (STF), como Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Lula criticou a omissão da imprensa em mencionar Campos Neto, destacando que as fraudes estão ligadas à gestão do ex-ministro Paulo Guedes.
Críticas a Moraes e Honorários
Além disso, Lula aconselhou Moraes a se declarar impedido de participar de julgamentos relacionados ao Banco Master, devido à contratação do escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci, por R$ 129 milhões. O presidente alertou que essa situação poderia prejudicar a imagem do ministro, especialmente em um ano eleitoral.
Política de Autonomia da Polícia Federal
Lula também destacou que a Polícia Federal, sob sua administração, tem autonomia para conduzir investigações. Ele mencionou que foram realizadas 10,2 mil operações durante seu governo, quase o dobro das 6,5 mil operações da gestão anterior. O presidente defendeu punições exemplares para todos os envolvidos nas fraudes, afirmando que a justiça deve ser aplicada independentemente de quem seja.
Passado e Justiça
O presidente ainda comentou sobre sua própria experiência, lembrando dos 580 dias que passou preso devido a acusações relacionadas à Operação Lava Jato, até que o STF declarou a incompetência do juiz Sergio Moro para julgar seu caso. Lula enfatizou que a investigação deve ser feita com rigor e transparência.
Opinião
A situação envolvendo o Banco Master levanta questões sérias sobre a integridade das instituições financeiras e a necessidade de uma investigação imparcial para restaurar a confiança pública.





