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Luiz Bangbala, fundador do Filhos de Gandhy, falece aos 106 anos no Rio

Luiz Bangbala, fundador do Filhos de Gandhy, falece aos 106 anos no Rio

Luiz Bangbala, reconhecido como o ogan mais velho do Brasil, faleceu na noite do último domingo, dia 15 de outubro de 2023, no Rio de Janeiro, aos 106 anos. O sepultamento ocorrerá na tarde desta terça-feira, 17 de outubro, no Cemitério Jardim Mesquita, na Baixada Fluminense.

O religioso estava internado desde 31 de janeiro de 2023, no Hospital Municipal Salgado Filho, devido a uma infecção nos rins. A notícia de seu falecimento foi divulgada nas redes sociais por sua esposa, Maria Moreira, que expressou sua dor pela perda do marido, descrevendo-o como “uma das figuras mais importantes” do candomblé.

Legado no Candomblé

Luiz Bangbala, cujo nome de nascimento era Luiz Ângelo da Silva, nasceu em 21 de junho de 1919, em Salvador (BA). Ele foi um dos fundadores do afoxé Filhos de Gandhy no Rio de Janeiro e dedicou mais de oito décadas à função de ogan, responsável por tocar atabaques e comandar o ritmo das cerimônias de recepção dos orixás.

Em 2014, Bangbala foi agraciado com a Ordem do Mérito Cultural, concedida pela Presidência da República, e foi homenageado pela Unidos do Cabuçu em 2020. Além disso, ele foi tema de uma exposição organizada pelo Centro Cultural Correios, programada para 2024.

Reconhecimento e Memória

O babalorixá Ivanir dos Santos destacou a importância de Bangbala como “o grande griot das nossas tradições”, ressaltando que sua memória continuará viva nas práticas diárias do candomblé e da cultura afro-brasileira. “Agora ele também é um ancestral nosso, que continua nos iluminando”, afirmou Santos.

Opinião

A morte de Luiz Bangbala representa uma grande perda para a cultura afro-brasileira, mas seu legado e ensinamentos continuarão a inspirar futuras gerações.