Política

Londres Machado ignora multa de R$ 20 mil e é alvo de inquérito do MP

Londres Machado ignora multa de R$ 20 mil e é alvo de inquérito do MP

Prestes a concluir seu 13º mandato como deputado estadual por Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Londres Machado, 84 anos, parece ter feito pouco caso de uma multa ambiental de R$ 20 mil que levou em setembro de 2024. Essa penalidade o tornou alvo de um inquérito civil instaurado pelo Ministério Público.

A multa foi aplicada dias após o rompimento da represa do Nasa Park, ocorrido em 20 de agosto de 2024. O deputado foi punido por supostas irregularidades em represas, junto com outras 46 propriedades em Campo Grande. Até o momento, não há registros de que essas represas tenham sido regularizadas.

Nesta sexta-feira (20), quase um ano e meio após a aplicação das punições, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul divulgou a abertura de 15 inquéritos civis para investigar os riscos que essas represas representam, temendo novos rompimentos semelhantes aos do Nasa Park. Além de Londres Machado, outros nomes conhecidos também estão sob investigação, como o ex-juiz Paulo Tadeu Haendchen e o luxuoso loteamento Soul Corpal Living Resort.

A multa ao decano da Assembleia Legislativa foi aplicada em setembro, mas o deputado protocolou recurso apenas no final de novembro de 2024. Em sua defesa, ele argumenta que a autoridade pública deveria considerar a situação econômica do infrator. A defesa alega que o valor de R$ 20 mil é exagerado e confiscatório, não levando em conta a condição financeira do deputado.

Se não conseguir cancelar a multa, Londres Machado pede que o valor seja reduzido e convertido em benfeitorias ambientais no imóvel que abriga a barragem. Seus advogados ressaltam que a situação econômica do recordista em mandatos é invejável e que, caso precise pagar a multa, isso não terá grande impacto em suas finanças.

Além disso, a defesa aponta que no documento emitido pelo Imasul não constam as coordenadas geográficas da represa e a localização exata do imóvel, defendendo assim a anulação da multa. Eles argumentam que os fiscais do Imasul aplicaram as multas sem realizar vistorias nos locais para verificar se as represas realmente representam riscos de acidentes.

Opinião

A situação de Londres Machado levanta questionamentos sobre a responsabilidade dos políticos em relação ao meio ambiente e a eficácia das instituições na fiscalização de irregularidades.