Economia

Kevin Warsh é cotado para presidir o Fed em meio a preocupações sobre sua independência

Kevin Warsh é cotado para presidir o Fed em meio a preocupações sobre sua independência

A experiência de Kevin Warsh como membro do conselho do Fed (Banco Central dos Estados Unidos) entre 2006 e 2011 é vista como um bom indicativo de sua capacidade de manter a independência do banco central, caso seja confirmado como seu próximo presidente. A avaliação é de Hiroshi Nakaso, ex-diretor do Banco do Japão, que trabalhou durante o mandato de Warsh.

Críticas ao Afrouxamento Quantitativo

Durante sua atuação no Fed, Warsh enfrentou a crise financeira global de 2008 e se destacou por criticar o afrouxamento quantitativo (QE) do banco. Ele defendeu a redução do balanço patrimonial do Fed e se opôs ao QE2, a segunda rodada de injeções de liquidez que visava estimular a economia.

Preocupações sobre a Independência do Fed

A nomeação de Warsh ocorre em um contexto de preocupações sobre a independência do Fed, especialmente diante da interferência do governo do presidente Donald Trump nas políticas monetárias. Nakaso aponta que a escolha de Warsh pode ser um sinal de que o governo valoriza essa independência, especialmente após a reação dos mercados que indicaram um distanciamento entre Warsh e o governo.

O Papel de Kazuo Ueda

Além disso, a ausência de Kazuo Ueda, presidente do Banco do Japão, na declaração de solidariedade ao Fed após as ameaças de Trump levanta questões sobre a coordenação internacional entre bancos centrais. Nakaso enfatiza que a estabilidade de preços depende da confiança na independência dos bancos centrais.

Opinião

A nomeação de Kevin Warsh como presidente do Fed pode ser um passo importante para garantir a independência do banco central, mas as pressões políticas ainda são uma preocupação significativa.