A nova gestão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que começará em junho de 2026, traz mudanças significativas no cenário político brasileiro. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques assumirá a presidência do TSE, enquanto seu colega André Mendonça será o vice e assumirá a presidência em 2027. Essa nova composição é vista com esperança pela direita, que busca eleições justas após anos de gestões consideradas simpáticas ao petismo.
Expectativas e Mudanças na Gestão do TSE
A expectativa em torno da nova gestão é alta, especialmente entre representantes da direita, que acreditam que a atuação do TSE nas eleições de 2022 foi parcial e beneficiou o então candidato Lula (PT). Durante a presidência de Alexandre de Moraes, o TSE foi acusado de ativismo judicial, o que gerou descontentamento entre opositores.
Com Nunes Marques e Mendonça, ambos indicados por Jair Bolsonaro, a promessa é de uma gestão com perfil discreto e avesso ao ativismo judicial. Ambos defendem a imparcialidade nas decisões e a mínima intervenção do Judiciário nas disputas políticas. Nunes Marques, que coordenará a elaboração das normas para o pleito, já se posicionou contra o ativismo que caracterizou gestões anteriores.
Composição do TSE e Papel dos Ministros do STF
Além de Nunes Marques e Mendonça, a nova composição do TSE contará com o ministro Dias Toffoli, completando assim a presença de três integrantes do STF no tribunal. Essa presença é vista como uma mudança importante na dinâmica do TSE, que terá um papel fundamental nas eleições de 2026.
As gestões anteriores do TSE foram marcadas por decisões controversas, como a cassação do deputado estadual Fernando Francischini e a censura a conteúdos que criticavam Lula. A nova administração, no entanto, promete um tratamento mais equitativo nas disputas eleitorais, conforme declarado por Mendonça em um evento recente.
Desafios e Expectativas de Despolitização
Apesar das promessas de mudança, há preocupações sobre a capacidade da nova gestão em despolitizar o TSE, uma vez que portarias e resoluções anteriores, que tratam de censura e desinformação, ainda estão vigentes. Especialistas alertam que a mudança significativa dependerá de um esforço adicional dos novos ministros para desmantelar normas consideradas abusivas.
Opinião
A nova gestão do TSE representa uma oportunidade de renovação e imparcialidade, mas os desafios estruturais deixados por administrações anteriores podem dificultar a implementação de mudanças efetivas.
