No dia 25 de janeiro de 2019, a barragem de rejeitos da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, rompeu, resultando na morte de 272 pessoas. Este trágico evento, que a Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos pelo Rompimento da Barragem da Mina Córrego do Feijão (AVABRUM) classifica como um “tragédia-crime”, marca agora 2.557 dias sem responsabilização criminal.
A partir de 23 de fevereiro de 2024, as audiências de instrução na 2ª Vara Federal Criminal da Subseção Judiciária de Belo Horizonte darão início ao processo de responsabilização. Ao todo, 15 pessoas poderão ser responsabilizadas, incluindo 11 ex-diretores, gerentes e engenheiros da Vale e 4 empregados da TÜV SÜD, empresa contratada para monitorar a barragem que se rompeu.
Expectativas para as Audiências
As audiências se estenderão até maio de 2027, quando vítimas não letais, testemunhas e réus serão ouvidos. A juíza federal Raquel Vasconcelos Alves de Lima poderá decidir se o caso será levado a julgamento em júri popular, após o extenso período de audiências.
Repercussões e Memória
Neste domingo, a AVABRUM realizará um ato em memória das 272 vítimas da tragédia, que ocorrerá no Letreiro de Brumadinho, na entrada da cidade. A empresa Vale, procurada pela Agência Brasil, não comentou sobre a ação judicial, mas destacou suas ações de reparação na região, incluindo investimentos até 2025.
Opinião
A falta de responsabilização por tragédias como a de Brumadinho evidencia a necessidade de uma fiscalização mais rigorosa e de uma justiça efetiva para que episódios semelhantes não se repitam.
