A Justiça de São Paulo determinou a apreensão do passaporte de João Appolinário, fundador da Polishop, e de seu sócio, Carlos Marcos de Oliveira Neto. A decisão foi proferida no contexto de uma ação de cobrança movida pelo Itaú Unibanco, referente a um empréstimo que tramita desde 2024.
Decisão Judicial
O juiz Douglas Iecco Ravacci, responsável pelo caso na 33ª Vara Cível do Tribunal de Justiça de São Paulo, estabeleceu que a apreensão do passaporte deve durar por dois anos. O magistrado justificou a medida devido ao histórico de tentativas frustradas de localizar bens e à resistência dos executados em cumprir ordens judiciais, o que demonstra a necessidade de uma ação coercitiva.
Dívida e Recuperação Judicial
O Itaú Unibanco cobra uma dívida de R$ 1,9 milhão da Polishop, que se refere a um empréstimo de R$ 5 milhões não pago desde abril de 2024. A Polishop, que está em recuperação judicial desde 2024, enfrenta uma crise financeira com dívidas estimadas em R$ 395,6 milhões. A origem dessa crise remonta a desentendimentos entre Appolinário e Oliveira Neto, que começaram em 2019 e se agravaram com os impactos da pandemia.
Conflito entre Sócios
A disputa entre os sócios intensificou-se com o aumento dos custos de locação em shoppings e a restrição de financiamentos para o varejo após a crise da Americanas. Em 2024, a participação de Carlos Marcos de Oliveira Neto na empresa foi reduzida para menos de 3%, encerrando um longo processo de desavenças.
Opinião
A apreensão do passaporte de João Appolinário levanta questões sobre a situação financeira da Polishop e os desafios enfrentados por empresários em meio a crises econômicas.





