Um homem foi condenado a 16 anos e 4 meses de prisão pelo crime de estupro de vulnerável continuado contra a própria filha, em uma decisão da Justiça de Mato Grosso do Sul. O caso, que chocou a comunidade, veio à tona após a vítima, que na época dos abusos tinha entre 11 e 15 anos, relatar os crimes à direção da escola que frequentava.
Os abusos ocorreram entre 2020 e 2025, e segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o réu aproveitava-se do estado de saúde da esposa, que estava em tratamento contra um câncer, para cometer os abusos. A menina revelou que os toques inadequados começaram quando ela tinha apenas 9 anos.
A situação foi descoberta quando a direção da escola questionou a adolescente sobre seus atrasos frequentes. A vítima confidenciou que os atrasos eram devido ao fato de sua mãe a levar diariamente para a casa de uma tia, a fim de evitar que ficasse sozinha com o pai. O réu utilizava de ameaças psicológicas para manter o controle sobre a filha.
A Justiça acolheu a denúncia do MPMS e sentenciou o réu a cumprir a pena em regime inicial fechado. Além da pena, ele foi condenado a pagar uma indenização de R$ 5 mil à vítima por danos morais e teve decretada a perda do poder familiar sobre a filha.
Opinião
Casos como este evidenciam a necessidade de proteção e apoio às vítimas de abuso, além de um sistema judicial que atue de forma eficaz e célere.
