Uma investigação do Conselho Fiscal do São Paulo trouxe à tona que o ex-presidente Júlio Casares acumulou quase R$ 500 mil em gastos pessoais no cartão corporativo durante sua gestão, que ocorreu entre 2021 e 2026. Os gastos incluíram despesas com cabeleireiro e compras em lojas de grife.
Apesar de Casares ter devolvido o montante, com correção, apenas no segundo semestre de 2022, a falta de solicitação de prestação de contas por parte do clube foi notável desde o início de sua gestão. O São Paulo não possuía uma política que obrigasse a devolução desses valores em um prazo determinado, o que gerou críticas internas.
Fiscalização e Críticas Internas
Após a devolução, o diretor de compliance, Roberto Armelin, implementou uma nova diretriz para o uso do cartão corporativo. Entretanto, a ausência de fiscalização e a cobrança pelo diretor financeiro, Sergio Pimenta, desagradaram algumas áreas do clube. O São Paulo reconheceu a necessidade de aprimorar o processo de acompanhamento das despesas e confirmou que o setor de compliance havia solicitado a elaboração de uma nova política para o uso dos cartões.
Renúncia e Investigações
Júlio Casares renunciou à presidência do São Paulo em janeiro de 2023, em meio ao avanço das investigações sobre um suposto esquema de desvio de verba no clube. Essas investigações estão sendo conduzidas por uma força-tarefa do Ministério Público de SP e da Polícia Civil. Durante esse período, o clube realizou saques de R$ 11 milhões, enquanto Casares recebeu depósitos de R$ 1,5 milhão em dinheiro vivo, que o ex-dirigente afirma ter lastro.
Outras Investigações
Além dos gastos com o cartão corporativo, outras investigações estão em andamento sobre o uso irregular de espaços do clube, como o camarote 3A, no MorumBis, e cobranças supostamente irregulares a concessionários do clube.
Opinião
A situação envolvendo Júlio Casares e os gastos do cartão corporativo levanta questões importantes sobre a transparência e a gestão financeira dentro do São Paulo, refletindo a necessidade urgente de uma revisão nas políticas de controle e fiscalização.
