O juiz José Henrique Kaster Franco, da 4ª Vara Criminal de Campo Grande (MS), decidiu manter na prisão os líderes da quadrilha ligada ao jogo do bicho, corrupção e lavagem de dinheiro, alvos da Operação Sucessione IV, desencadeada em 25 de novembro de 2025.
Os acusados que continuarão detidos são: Roberto Razuk, Jorge Razuk Neto, Rafael Godoy Razuk, Gerson Chauan Tobji, Flávio Henrique Espíndola Figueiredo, Jonathan Gimenez Grance, Marcelo Tadeu Cabral e Rhiad Abdulahad. Outros envolvidos tiveram a prisão preventiva revogada, mas deverão cumprir medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica por 90 dias.
O deputado estadual Roberto Razuk Filho, conhecido como Neno Razuk, já está condenado a 15 anos e 7 meses de prisão e, apesar disso, continua exercendo seu mandato e se preparando para uma candidatura a deputado federal.
Denúncias e Investigações
De acordo com as investigações do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso do Sul (Gaeco-MS), o grupo atuava de forma estruturada, com uma clara divisão de tarefas e mecanismos de lavagem de dinheiro, incluindo o uso de empresas de fachada.
Além disso, a organização criminosa empregava violência e corrupção de agentes públicos para manter suas atividades ilegais. Durante a investigação, foram registrados três episódios de roubo majorado contra operadores de grupos adversários em outubro de 2023, em Campo Grande.
O acervo probatório que fundamentou a denúncia incluiu dados obtidos por interceptações telemáticas, revelando a hierarquia e o controle financeiro da organização. Durante as diligências, foram apreendidas mais de 700 máquinas de aposta, armas, munições e mais de R$ 270 mil em espécie, além de documentos financeiros que indicam a aquisição de bens em nome de terceiros para ocultar a origem dos recursos.
Opinião
A manutenção da prisão dos líderes do clã Razuk revela um esforço contínuo das autoridades em combater a corrupção e a lavagem de dinheiro em Mato Grosso do Sul.





