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João Paulo Capobianco lidera COP 15 e destaca desafios das espécies migratórias

João Paulo Capobianco lidera COP 15 e destaca desafios das espécies migratórias

Entre os dias 23 e 29 de março de 2026, Campo Grande, Mato Grosso do Sul, será o palco da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres, a COP 15. O evento reunirá 132 países signatários da convenção, além de cientistas, povos indígenas e a sociedade civil, todos com o objetivo de enfrentar os desafios de conservação que impactam as espécies migratórias e seus habitats.

Importância do Pantanal

O Pantanal, que abriga três quartos do bioma, é considerado um hub migratório crucial, onde diversas espécies de aves, mamíferos e peixes passam durante suas rotas migratórias. João Paulo Capobianco, presidente da COP 15 e secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, destacou a importância do Pantanal para a sobrevivência de muitas espécies que dependem deste bioma em sua trajetória migratória.

Desafios e compromissos internacionais

Durante a conferência, Capobianco enfatizou que a proteção das espécies migratórias é uma questão que transcende fronteiras nacionais. Ele afirmou que a convenção é um pacto ético entre nações, garantindo a perpetuidade de espécies que, mesmo não sendo nativas de um país, dependem de seus ambientes para sobreviver. A última conferência deste tipo na América Latina ocorreu em 2014, no Equador, e agora o Brasil se posiciona como líder nas discussões climáticas.

Mobilização global

Capobianco terá a responsabilidade de articular as negociações entre os países e estimular a apresentação de boas práticas na conservação das espécies migratórias. Ele reforçou que a COP 15 não é um desdobramento direto da COP 30, mas contribui para a liderança brasileira nas questões climáticas, especialmente em um momento em que as mudanças climáticas afetam as rotas migratórias.

Opinião

A COP 15 representa uma oportunidade crucial para o Brasil reafirmar seu compromisso com a conservação e a proteção das espécies migratórias, destacando a importância do Pantanal como um bioma vital para a biodiversidade.