A JBS Terminais, sob a liderança de Aristides Russi Jr, se prepara para a concessão definitiva do porto de Itajaí, em Santa Catarina, após 14 meses de concessão provisória. A empresa, que movimenta atualmente cerca de 41 mil TEUs por mês, está próxima de atingir sua meta contratual de 44 mil TEUs mensais.
Russi Jr destaca que a JBS já investiu cerca de R$ 150 milhões para retomar as operações do terminal, que ficou inativo por um ano e meio após o término da concessão anterior. A folha de pagamento da empresa é de R$ 50 milhões por ano, empregando quase 600 funcionários. Além disso, a JBS é a maior arrecadadora de ISS do município, com R$ 7 milhões.
Desafios e Concorrência
O CEO da JBS Terminais afirma que a empresa superou desafios iniciais, como restabelecer a confiança do mercado após um período de inatividade. Ele acredita que a empresa está pronta para enfrentar a concorrência no novo leilão do terminal, embora a JBS seja considerada a favorita para a concessão definitiva.
Entretanto, a empresa enfrenta problemas estruturais, como o calado do canal do porto, que tem uma média de 13 metros, insuficiente para receber navios de maior porte. Além disso, as rodovias BR-101 e BR-470 estão em condições críticas, o que pode impactar negativamente a performance do terminal.
Leilão e Futuro
O leilão de concessão do canal do porto deve ser realizado em breve, e a JBS Terminais aguarda os termos do edital. Apesar de denúncias e questionamentos sobre a operação anterior da Mada Araújo, a JBS contesta as alegações e afirma que está em conformidade com suas obrigações contratuais.
Opinião
A JBS Terminais mostra determinação em superar desafios e garantir sua posição no mercado portuário, mas a infraestrutura deficiente do porto e das rodovias pode ser um obstáculo significativo para seu crescimento.





