Um projeto de reforma das regras de imigração no Japão está prestes a ser enviado ao Parlamento, visando exigir que companhias aéreas impeçam o embarque de viajantes sem autorização prévia a partir de 2028. A proposta, divulgada pelo Nikkei Asia, estabelece que a exigência se aplicará a visitantes de países atualmente isentos de visto para turismo e estadias curtas.
Antes de viajar, os visitantes precisarão informar online dados como ocupação, motivo da visita e endereço de hospedagem. Essas informações serão verificadas pela Agência de Serviços de Imigração mediante o pagamento de uma taxa. O objetivo é coibir permanências irregulares e barrar a entrada de pessoas com antecedentes criminais.
O novo sistema se inspira no modelo de autorização de viagem dos Estados Unidos. Sem a autorização, as companhias aéreas e outros operadores de transporte terão que negar o embarque. No check-in, dados pessoais, como o nome do viajante, serão compartilhados com as autoridades migratórias.
Após a chegada ao Japão, os visitantes deverão registrar foto e impressões digitais em terminais de imigração. Se tudo estiver regular, eles poderão utilizar portões automatizados com reconhecimento facial. Com o aumento do fluxo de turistas, as longas filas nos postos de controle tornaram-se um problema, e o governo espera que o novo sistema reduza o tempo de espera.
Além disso, as mudanças propostas elevam o teto das taxas para renovação do status de residência, que poderá chegar a 100 mil ienes (aproximadamente US$ 645), e para concessão de residência permanente, limitada a 300 mil ienes. Os valores efetivos serão definidos por decreto e o novo teto deverá estar em vigor até o fim do ano fiscal de 2026, ajudando a financiar a manutenção do sistema de inspeção e os custos com pessoal.
Atualmente, a renovação do visto custa apenas 6 mil ienes quando solicitada presencialmente. O projeto também prevê reduções ou isenções para estrangeiros que comprovem dificuldades financeiras.
Opinião
As novas regras de imigração do Japão refletem a necessidade de um sistema mais rigoroso, mas também levantam preocupações sobre o impacto nos visitantes e no turismo.
