A janela partidária se encerrou em 3 de abril de 2026, trazendo uma reorganização significativa nas forças políticas do Brasil, especialmente na Câmara dos Deputados. Ao todo, foram registradas120 movimentações entre os 513 deputados federais, refletindo o clima de pré-campanha eleitoral.
PL se destaca como maior bancada
O PL foi o principal beneficiado, consolidando-se como a maior bancada da Câmara ao atingir 100 deputados. Este crescimento representa uma recuperação das perdas acumuladas desde 2022 e reforça a capacidade de negociação da legenda para as disputas majoritárias, como a Presidência e o Senado.
União Brasil e PT enfrentam desafios
Por outro lado, o União Brasil sofreu perdas significativas, com a saída de 28 deputados, reduzindo sua bancada para 51 integrantes. Apesar de ter conseguido 21 novas filiações, a sigla, que faz federação com o PP, viu sua influência diminuir. O PT, embora tenha mantido 67 deputados, também enfrentou a saída simbólica de Luizianne Lins (CE), mas compensou com novas adesões, permanecendo como a segunda maior bancada.
Movimentações no Senado e desincompatibilização
As movimentações políticas se estenderam ao Senado, onde o PSD perdeu três integrantes, enquanto o PL ganhou dois novos senadores do União Brasil. Além disso, 11 governadores deixaram seus cargos para concorrer a outros postos, principalmente ao Senado. O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), renunciou, mas enfrenta inelegibilidade até 2030.
Eleitores e a corrida eleitoral de 2026
Com 155 milhões de eleitores aptos a votar em 2026, a disputa promete ser acirrada. Caciques políticos como Gilberto Kassab, do PSD, e Valdemar Costa Neto, do PL, já estão fazendo suas apostas. A janela partidária e a desincompatibilização funcionam como etapas iniciais de um processo que tende a se intensificar até as convenções partidárias.
Opinião
A movimentação intensa neste período pré-eleitoral indica que as forças políticas estão se reposicionando para garantir não apenas a vitória nas urnas, mas também o controle do Congresso e o acesso a recursos públicos, fatores essenciais para a governabilidade futura.





