O ex-presidente Jair Bolsonaro decidiu formar uma chapa pura do PL com as candidaturas da deputada federal Bia Kicis e de sua esposa, Michelle Bolsonaro, para as duas vagas ao Senado no Distrito Federal (DF). A decisão foi comunicada a Ubiratan Sanderson em 24 de fevereiro de 2026.
A candidatura de Michelle era considerada uma incógnita, mas ela já havia mencionado que entregava a possibilidade de se candidatar nas “mãos de Deus”. Por outro lado, Bia Kicis já havia manifestado sua intenção de concorrer, recebendo o apoio do pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, que a elogiou como uma das mulheres “mais bem preparadas e corajosas”. Flávio também indicou que há uma grande probabilidade de Michelle ser uma candidata.
Essas candidaturas colocam em xeque as intenções do governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), que, apesar do desgaste político devido ao escândalo do “caso Master”, pretende se candidatar ao Senado. Ibaneis afirmou que continuará trabalhando para que exista um único palanque de centro-direita no DF, ressaltando que seus inimigos são outros.
Eleger candidatos ao Senado é visto como crucial para formar uma maioria que possa se contrapor ao Supremo Tribunal Federal (STF), com a intenção de viabilizar a abertura de processos de impeachment de membros da Corte na Casa Legislativa.
Opinião
A escolha de Bia Kicis e Michelle Bolsonaro para o Senado representa uma estratégia clara de Jair Bolsonaro em consolidar uma base forte contra o STF, o que pode intensificar a polarização política no DF.
