Economia

Itaúsa revela balanço e analistas discutem investimento em Itaú ou Itaúsa

Itaúsa revela balanço e analistas discutem investimento em Itaú ou Itaúsa

A Itaúsa (ITSA4) divulga nesta segunda-feira, 16 de outubro, o balanço do quarto trimestre de 2025, reacendendo uma discussão importante no mercado: vale mais a pena investir diretamente no Itaú (ITUB4) ou na holding que controla o banco? Analistas ouvidos pelo Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, apontam que a decisão depende menos do resultado da Itaúsa e mais do desconto de holding, do potencial de valorização das investidas e da diferença de dividendos entre os dois papéis.

Desconto de Holding e Valorização

Artur Horta, sócio da The Link Investimentos, destaca que a escolha entre Itaú e Itaúsa está intimamente ligada ao chamado desconto de holding, uma vez que cerca de 95% do resultado da Itaúsa provém do Itaú. Ele explica que a diferença entre os dois papéis reside menos na operação e mais no preço pago por essa exposição. O desconto histórico da Itaúsa gira entre 20% e 22%, e quando esse desconto aumenta, a holding se torna mais atraente para os investidores.

Fatores que Influenciam a Decisão

Horta também menciona que o desconto pode ser atribuído a questões tributárias e a uma camada adicional de governança, que pode trazer riscos de alocação de capital. Ele ainda se posiciona levemente a favor da Itaúsa, embora não veja uma diferença significativa de retorno entre os papéis. Milton Rabelo, analista da VG Research, compartilha uma visão semelhante, preferindo Itaúsa devido ao seu desconto elevado e à combinação atrativa de preço, dividendos e potencial de destravamento de valor.

Impacto da Reforma Tributária

Rabelo considera a reforma tributária um fator crucial para a valorização da Itaúsa, afirmando que a eliminação da ineficiência fiscal de R$ 700 milhões será benéfica para o conglomerado. Ele prevê que o dividend yield da Itaúsa deve ser superior ao do Itaú em 2026, devido à desalavancagem em curso e aos preços mais descontados.

Potencial em Infraestrutura

Hugo Queiroz, sócio da L4 Capital, também se inclina para a Itaúsa, mas por um motivo distinto. Ele acredita que a holding oferece não apenas exposição ao Itaú, mas também a possibilidade de capturar valorização em ativos de infraestrutura, como NTS, Aegea e Motiva. Queiroz argumenta que a queda dos juros e possíveis ofertas públicas podem servir como gatilhos para essa reprecificação.

Opinião

A discussão sobre onde investir, se no Itaú ou na Itaúsa, reflete a complexidade do mercado financeiro, onde fatores como descontos de holding e potencial de valorização em infraestrutura desempenham papéis cruciais nas decisões dos investidores.