Israel informou que repreendeu o diplomata espanhol de mais alto escalão em Tel Aviv após a explosão de um boneco gigante do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em El Burgo, uma cidade próxima a Málaga, na Espanha, durante uma cerimônia tradicional realizada em 5 de abril.
A figura, com sete metros de altura e preenchida com 14 quilos de pólvora, foi detonada, gerando reações intensas. A prefeita Maria Dolores Narvaez comentou sobre o evento, afirmando que a cidade já havia utilizado bonecos semelhantes de outras figuras políticas, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente russo, Vladimir Putin.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel declarou que o ato representa um “chocante ódio antissemita” e é uma consequência da “incitação sistemática” do governo do primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez. Em resposta, uma fonte do Ministério das Relações Exteriores da Espanha rejeitou as alegações de antissemitismo, afirmando que o governo espanhol está comprometido com o combate ao ódio e à discriminação.
A disputa diplomática entre Espanha e Israel se intensificou com a proibição espanhola de aeronaves e navios que transportam armas para Israel, uma medida que Israel considera antissemita. O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa’ar, criticou essa proibição, enquanto o ministro espanhol, José Manuel Albares, acusou Israel de violar o direito internacional.
O clima tenso entre os dois países se agrava com as recentes ações militares de Israel no Líbano e a resposta de Sánchez, que fechou o espaço aéreo espanhol para aeronaves envolvidas em operações que considera imprudentes e ilegais.
Opinião
O incidente em El Burgo reflete a crescente tensão entre Espanha e Israel, evidenciando como ações simbólicas podem desencadear reações diplomáticas significativas.





