Israel aprovou a criação de 34 novos assentamentos judaicos na Cisjordânia, uma decisão que ocorre em meio ao aumento de ataques de colonos contra palestinos no território ocupado. O governo do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, não anunciou formalmente a criação desses assentamentos, que foram identificados como muitos deles postos avançados em áreas remotas, conforme relatado pela organização israelense Peace Now.
Decisão e reações
A decisão foi tomada pelo gabinete israelense em 1º de abril e divulgada pela mídia israelense após a aprovação do censor militar. A presidência palestina condenou o plano, classificando-o como uma “violação flagrante do direito internacional”. O gabinete de Netanyahu e o Conselho Yesha, que representa os colonos, não comentaram imediatamente sobre a questão.
Contexto e consequências
Atualmente, cerca de 500 mil colonos vivem na Cisjordânia, onde também residem aproximadamente 3 milhões de palestinos. A ONU já declarou que os assentamentos israelenses em terras ocupadas são ilegais e devem ser desmantelados. Desde o início de 2023, colonos mataram ao menos seis palestinos, e a violência tem aumentado, especialmente após o início da guerra com o Irã em 28 de fevereiro.
Um recente ataque em Tayasir resultou na morte de um palestino de 28 anos. Moradores da região relatam que colonos começaram a atacar residentes após a instalação de postos avançados próximos à vila. Um agricultor local, Hussam Abdel Latif Wahdan, descreveu um ataque em que foi cercado por colonos e temeu por sua vida.
Deslocamento e impunidade
A ONU também informou que a violência dos colonos resultou no deslocamento de pelo menos 700 palestinos entre 2025 e fevereiro de 2026. A ativista Sarit Michaeli, do grupo B’Tselem, afirmou que os colonos atacam palestinos com impunidade, levando ao deslocamento de comunidades inteiras. A situação se agrava, com colonos buscando estabelecer assentamentos em áreas sob administração da Autoridade Palestina.
Opinião
A recente decisão de Israel de expandir assentamentos na Cisjordânia levanta questões sérias sobre a paz na região e a viabilidade de um futuro Estado palestino, além de intensificar a violência e o deslocamento de comunidades.





