A proposta de extinguir a jornada 6×1 gera preocupações no agronegócio brasileiro. Segundo estudo do Ipea, essa mudança pode resultar em um aumento imediato de custos de 9,6% para o setor. O impacto financeiro esperado é bilionário e afetará diretamente o consumidor final.
Consequências para a produção
Os produtores enfrentam um aumento significativo nos custos de produção. No setor de etanol, por exemplo, os custos podem subir até R$ 5 bilhões. Já os setores de aves e suínos podem sofrer um impacto de até R$ 9 bilhões. O estado do Paraná, que é líder na produção de carne de frango, estima um gasto extra de R$ 4,1 bilhões por ano, o que exigirá a contratação de 107 mil novos trabalhadores apenas para manter o ritmo atual de produção.
O impacto no varejo
O consumidor final sentirá os reflexos dessa mudança. Projeções indicam que em estados como Mato Grosso, os produtos no varejo podem ficar até 24% mais caros. Com o aumento expressivo nos custos de produção, parte dessa conta será inevitavelmente repassada aos consumidores, elevando a inflação de alimentos.
Reação do setor
Mais de 100 entidades do setor assinaram um manifesto contra a aprovação imediata da PEC. Elas argumentam que reduções de jornada em outros países foram frutos de processos históricos baseados no aumento da produtividade. Sem esse equilíbrio, a mudança forçada por lei pode levar a uma perda de renda per capita, redução de salários e queda na competitividade das exportações brasileiras.
Opinião
A proposta de fim da escala 6×1 levanta questões complexas que vão além da jornada de trabalho, afetando diretamente a economia e a segurança alimentar do país.





