Política

Ingrid Santos passa mal e CPMI do INSS suspende depoimento após revelações impactantes

Ingrid Santos passa mal e CPMI do INSS suspende depoimento após revelações impactantes

O depoimento da empresária Ingrid Santos na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS foi abruptamente encerrado após a empresária sofrer um mal-estar durante as perguntas do relator Alfredo Gaspar (União-AL). O presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), decidiu suspender os trabalhos para que Ingrid recebesse atendimento médico.

Ingrid Santos, que é esposa e sócia de Cícero Marcelino de Souza Santos, foi convocada para depor após o banqueiro Daniel Vorcaro não comparecer à comissão. A CPMI investiga a Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), que supostamente recebeu mais de R$ 100 milhões em descontos ilegais em benefícios previdenciários. A empresária é mencionada como beneficiária de mais de R$ 13 milhões em recursos indevidos.

Revelações e Consequências

Durante o depoimento, Ingrid Santos foi questionada sobre o envolvimento de sua família nas atividades da Conafer e sobre o conhecimento que tinha dos esquemas de descontos ilegais do INSS. A empresária alegou não ter conhecimento sobre as operações, afirmando que a gestão das empresas era responsabilidade de seu esposo, Cícero Santos. “Eu nunca imaginei passar por uma situação dessa”, declarou ela, antes de passar mal.

O relator da CPMI, Alfredo Gaspar, destacou a gravidade da situação, afirmando que a empresária recebeu recursos que deveriam ter sido destinados a aposentados e pensionistas do Brasil. “O crime praticado também foi muito grave”, enfatizou Gaspar. O depoimento de Ingrid foi encerrado antes de ser concluído, e a CPMI já havia solicitado a prorrogação dos trabalhos por mais 60 dias.

Decisões e Ações Futuras

Antes do depoimento, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu um habeas corpus a Ingrid Santos, permitindo que ela permanecesse em silêncio durante a oitiva. Além disso, o presidente da CPMI, Carlos Viana, anunciou que irá recorrer ao STF para obrigar a presença de Daniel Vorcaro, que está em prisão domiciliar, e que deveria depor sobre irregularidades envolvendo empréstimos consignados.

Os trabalhos da CPMI foram iniciados em 20 de agosto, e a falta de resposta sobre a prorrogação dos trabalhos levou Viana a considerar a possibilidade de recorrer ao STF para garantir a continuidade das investigações.

Opinião

A situação revela a complexidade das investigações sobre desvios de recursos públicos e a necessidade de garantir que todos os envolvidos sejam responsabilizados adequadamente.