As bolsas da Ásia avançaram nesta quarta-feira, mesmo com o ressurgimento das preocupações em relação à inteligência artificial (IA), que têm impactado os mercados internacionais. Os mercados da China continental, Hong Kong, Singapura, Taiwan e Coreia do Sul estiveram fechados devido aos feriados do Ano-Novo Lunar.
O índice Nikkei 225 do Japão fechou em alta de 1,02%, a 57.143,84 pontos, interrompendo uma sequência de três quedas, enquanto o S&P/ASX200 da Austrália avançou 0,54%, aos 9.007,0 pontos. O tom positivo na região seguiu uma sessão morna em Wall Street, onde os investidores avaliavam as perspectivas do boom da IA.
As preocupações sobre os investimentos excessivos em IA e o impacto que essa tecnologia emergente pode ter nos mercados de trabalho têm gerado cautela entre os investidores nas últimas semanas. Segundo analistas do NAB, “a incerteza em torno da IA continua sendo uma fonte de volatilidade, tanto pela dificuldade de avaliar quais empresas de IA serão vencedoras ou perdedoras, quanto pelo impacto que a IA pode ter em outras empresas e setores da economia”.
Enquanto isso, o índice do dólar DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de divisas fortes, subiu levemente durante o pregão asiático, atingindo 97,22. A moeda, tradicionalmente considerada um porto seguro, manteve-se firme, à medida que os riscos geopolíticos deixavam os mercados em alerta. Os investidores aguardam a divulgação da ata da reunião de janeiro do Federal Reserve (Fed), prevista para mais tarde nesta quarta-feira, em busca de sinais sobre a trajetória dos juros.
O dólar neozelandês recuou após o Banco Central da Nova Zelândia manter a taxa de juros em 2,25% em sua primeira reunião do ano, sinalizando que a política monetária deve permanecer acomodatícia por algum tempo.
Por fim, a emissão anual de títulos do Japão deve saltar 28% dentro de três anos, devido ao aumento dos custos de financiamento da dívida, conforme informou a Reuters na terça-feira, citando uma estimativa do Ministério das Finanças. O país precisará emitir até 38 trilhões de ienes (US$ 248,3 bilhões) em títulos no ano fiscal de 2029 para cobrir um déficit causado por gastos superiores às receitas tributárias, superando os 29,6 trilhões de ienes previstos para o ano fiscal de 2026.
Opinião
A volatilidade nos mercados asiáticos reflete a incerteza global em torno da inteligência artificial e suas repercussões econômicas.
