O Ibovespa futuro para fevereiro (WING26) fechou em queda de 0,73% nesta sexta-feira (16), aos 166.395 pontos. Apesar do recuo, a análise técnica do BTG Pactual indica que a tendência de curto, médio e longo prazo permanece em alta, uma vez que o ativo não perdeu o primeiro suporte, que está em 165.660 pontos. O time do BTG também destacou que há outro suporte em 163.500 pontos e que o movimento comprador deve ser reforçado a partir do patamar de 168.435 pontos.
Em relação ao dólar futuro, o fechamento foi com leve alta de 0,06%, a 5.389. Especialistas do BTG Pactual afirmam que o cenário continua indefinido, apontando que uma previsão mais consistente poderá ser feita apenas após o rompimento das extremidades de 5.430 e 5.380 pontos.
Dólar futuro e cenário externo
O movimento do dólar futuro acompanhou a tendência externa. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, operava em leve alta de 0,06%, aos 99,383 pontos. O alívio nas tensões entre os Estados Unidos e o Irã direcionou as atenções do mercado para a sucessão do Federal Reserve (Fed, Banco Central dos EUA). O presidente norte-americano, Donald Trump, elogiou o conselheiro econômico Kevin Hassett em evento na Casa Branca, mencionando que ele poderia ser mantido em sua função atual.
Ibovespa futuro e cenário interno
No cenário doméstico, o Ibovespa futuro repercutiu novos dados macroeconômicos. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado a prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou alta de 0,70% em novembro, superando a expectativa do mercado, que era de 0,30%. Na comparação mensal, o IBC-Br acumulou alta de 1,2% e, em 12 meses, um ganho de 2,4%. Para Matheus Pizzani, economista do PicPay, o forte desempenho apresentado pelo IBC-Br é suficiente para evitar uma possível estagnação do PIB no último trimestre do ano, uma preocupação levantada após a divulgação do dado referente ao mês anterior.
Entretanto, o Ibovespa futuro foi pressionado pelo desempenho da Vale (VALE3) e de siderúrgicas, influenciadas pela queda do minério de ferro, que recuou 0,49% na Dalian Commodity Exchange, sendo negociado a 812 yuans (US$ 116,55) a tonelada.
Opinião
A instabilidade nas bolsas e a pressão sobre o Ibovespa mostram a fragilidade do mercado diante de fatores internos e externos, exigindo atenção redobrada dos investidores.





