O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tem surfado nas margens do vaivém do Oriente Médio e aproveitado a crise de confiança nos Estados Unidos e no dólar para avançar. Com o anúncio de cessar-fogo nesta terça-feira (7), a expectativa é que o índice desponte nas próximas sessões e chegue ao patamar dos 200 mil pontos, segundo especialistas ouvidos pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Antes mesmo da abertura do pregão, o EWZ, ETF (fundos de índice) que precifica os contratos futuros lastreados no indicador, avançava 3% após o encerramento das negociações oficiais. A tendência é que o Ibovespa seja o principal beneficiário do movimento entre os índices globais.
Segundo Hugo Queiroz, gestor de portfólio da Soho Capital, o alívio de risco global reduz as perspectivas de juros e isso alivia a política monetária, o que impulsiona ativos de risco. “Acredito que estamos mais próximos dos 200 mil pontos por termos um alívio global. Mesmo com a queda de petróleo, os fundamentos tendem a ir bem para estas empresas, o que vai auxiliar na manutenção do movimento de alta na sequência, quando outros setores perderem a força de valorização”, explica.
Entre as apostas, estão o setor imobiliário e o de consumo doméstico, abrangendo varejistas, empresas de educação e locadoras de veículos, segundo Arthur Horta, head de operações e análises da The Link Investimentos. Para ele, as empresas petroleiras devem ver um recuo significativo, mas não suficiente para conter o avanço dos demais setores.
“Se a gente olhar a composição do índice, e pelo efeito da Petrobras e de outras petroleiras que ganharam muita participação no índice nos últimos meses, a alta pode não ser tão alta assim”, disse. Ainda assim, o otimismo persiste: “É possível que o índice atinja 200 mil pontos ainda nesta semana ou na próxima”, afirma.
Opinião
A expectativa de crescimento do Ibovespa revela um cenário otimista, mas a atenção deve ser redobrada para o desempenho das petroleiras, que podem impactar o avanço do índice.





