O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, no dia 20 de janeiro de 2026, dados que revelam que dezenove estados e o Distrito Federal (DF) fecharam o ano de 2025 com a menor taxa de desemprego já registrada na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012.
A taxa de desemprego do Brasil em 2025 foi de 5,6%, a menor desde o início da série. O levantamento do IBGE apura o comportamento do mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais, considerando todas as formas de ocupação, com ou sem carteira assinada.
Menores taxas de desemprego nos estados
Os estados que alcançaram as menores taxas de desemprego foram:
- Mato Grosso: 2,2%
- Santa Catarina: 2,3%
- Mato Grosso do Sul: 3%
- Espírito Santo: 3,3%
- Rondônia: 3,3% (sem queda em relação a 2024)
- Paraná: 3,6%
- Rio Grande do Sul: 4%
- Minas Gerais: 4,6%
- Goiás: 4,6%
- Tocantins: 4,7%
- São Paulo: 5%
- Paraíba: 6%
- Ceará: 6,5%
- Pará: 6,8%
- Maranhão: 6,8%
- Distrito Federal: 7,5%
- Amapá: 7,9%
- Sergipe: 7,9%
- Rio Grande do Norte: 8,1%
- Amazonas: 8,4%
- Bahia: 8,7%
Informalidade e rendimento mensal
A taxa de informalidade no Brasil em 2025 foi de 38,1%, com 18 estados acima dessa média. O Distrito Federal se destacou com o maior rendimento mensal, alcançando R$ 6.320. Os dados foram coletados a partir de 211 mil domicílios visitados na pesquisa.
O IBGE também destacou que, apesar de não ter havido queda na taxa de desemprego, Rondônia manteve-se com 3,3%, quarto menor índice do país. O analista da pesquisa, William Kratochwill, atribuiu a mínima histórica em 2025 ao dinamismo observado no mercado de trabalho, impulsionado pelo aumento do rendimento real.
Opinião
Os dados do IBGE revelam um panorama otimista para o mercado de trabalho brasileiro, mas a alta taxa de informalidade ainda representa um desafio a ser enfrentado.
