A taxa de desemprego no Brasil atingiu em 2025 o menor nível da série histórica, encerrando o ano em 5,6%. Este resultado é fruto de uma queda de 1 ponto percentual em relação a 2024 e foi divulgado pelo IBGE através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). O quarto trimestre de 2025 consolidou a tendência de baixa, apresentando um índice de 5,1%.
O recuo na taxa de desocupação foi impulsionado pelo avanço do mercado de trabalho e pelo aumento do rendimento real, que atingiu R$ 3.560. No entanto, especialistas alertam para fragilidades estruturais que ainda persistem no país. Segundo William Kratochwill, analista da pesquisa, “a mínima histórica em 2025 decorre do dinamismo observado no mercado de trabalho, impulsionados pelo aumento do rendimento real. Contudo, a queda da desocupação mascara problemas estruturais”.
Desigualdade Regional
Apesar do resultado positivo em nível nacional, os estados do Nordeste continuam a registrar as maiores taxas de desemprego. O Piauí se destaca com a maior taxa, alcançando 9,3%, seguido pela Bahia e Pernambuco, ambas com 8,7%. Em contrapartida, Mato Grosso apresenta a menor taxa de desemprego, com 2,2%, seguido por Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%).
Informalidade e Subutilização da Força de Trabalho
A informalidade continua sendo um desafio significativo, alcançando 38,1% da população ocupada. Os estados com os maiores índices de informalidade incluem Maranhão (58,7%), Pará (58,5%) e Bahia (52,8%). Em contrapartida, Santa Catarina (26,3%), Distrito Federal (27,3%) e São Paulo (29,0%) apresentam os menores índices.
Além disso, a subutilização da força de trabalho atingiu 14,5% em 2025, com estados como Piauí (31,0%), Alagoas (26,8%) e Bahia (26,8%) liderando esse indicador, o que reflete as dificuldades na geração de empregos de qualidade.
Busca por Emprego
Outro dado relevante mostra que houve uma queda de 19,6% no número de brasileiros que buscam emprego há mais de dois anos, em comparação a 2024. Também foi observada uma redução entre aqueles que procuram trabalho há menos de um mês, indicando uma melhora gradual na absorção da mão de obra.
Opinião
A redução da taxa de desemprego é um avanço, mas a alta informalidade e a subutilização da força de trabalho indicam que o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer para garantir empregos de qualidade para todos.
