O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multou a Petrobras em R$ 2,5 milhões devido a um vazamento ocorrido nas operações de perfuração na Foz do Rio Amazonas. O incidente, que aconteceu no dia 4 de janeiro de 2026, levou à emissão de um auto de infração em 6 de fevereiro de 2026.
O vazamento ocorreu a 175 km do litoral do Amapá e o Ibama destacou que o fluido vazado representa risco médio tanto para a saúde humana quanto para o ecossistema aquático. Em resposta, a Petrobras negou que a substância cause danos, afirmando que o fluido é biodegradável e atende a todos os parâmetros do órgão ambiental.
Intervenção da ANP
Após o incidente, as perfurações foram paralisadas e a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) exigiu a substituição de todos os tubos e conexões utilizados na operação. A documentação da troca deve ser apresentada em até cinco dias após a conclusão do serviço. Somente após cumprir essa exigência, a Petrobras recebeu autorização para retomar a exploração.
Reação do Ministério do Meio Ambiente
A ministra do meio ambiente, Marina Silva, comentou a situação e negou qualquer teor político na ação do Ibama, classificando-a como uma decisão técnica. Ela destacou que o órgão acompanharia de perto o caso.
Opinião
O incidente levanta questões sobre a segurança das operações de perfuração na região e a responsabilidade das empresas em proteger o meio ambiente.





