O secretário de Comércio do governo Trump, Howard Lutnick, fez uma revelação polêmica durante seu depoimento ao Comitê de Apropriações do Senado nesta terça-feira, 10 de outubro. Lutnick admitiu que, em 2012, ele e sua família almoçaram na ilha privada do notório criminoso sexual Jeffrey Epstein. “Eu almocei com ele, sim, quando estava em um barco atravessando a região durante umas férias em família”, declarou Lutnick.
O almoço ocorreu na companhia da esposa, quatro filhos e babás, além de outro casal com seus filhos. Lutnick enfatizou que a visita durou cerca de uma hora e que todos estavam em férias familiares.
Controvérsias e pedidos de renúncia
A admissão de Lutnick vem em um momento delicado, com pedidos bipartidários para que ele renuncie ao cargo. Documentos recentes revelaram que sua relação com Epstein foi mais extensa do que o inicialmente declarado. Embora Lutnick tenha afirmado ter cortado relações com Epstein em 2005, análises mostram que o contato continuou até pelo menos 2014, quando ambos mantinham relações comerciais.
Em 2008, Epstein se declarou culpado por aliciar uma menor, o que resultou em sua condenação e registro como criminoso sexual. Lutnick, por sua vez, insistiu que não teve um relacionamento próximo com Epstein, afirmando que o conheceu quando se mudou para uma casa ao lado da dele em Nova York.
Reações e esclarecimentos
O senador Chris Van Hollen, membro da oposição no subcomitê, criticou Lutnick, afirmando que ele enganou o país e o Congresso ao sugerir que havia cortado todo o contato com Epstein. Lutnick, por sua vez, negou ter visto algo inapropriado durante a visita à ilha, afirmando que a única coisa que viu foi a equipe de Epstein.
Quando questionado se compartilharia registros relacionados a Epstein com o Congresso, Lutnick se mostrou aberto à ideia, afirmando não ter nada a esconder.
Opinião
A situação de Howard Lutnick levanta questões sérias sobre a transparência de figuras públicas e suas associações, especialmente em casos tão controversos quanto o de Jeffrey Epstein.
