Hellen Falcão de Carvalho tomou posse como a nova diretora jurídica do Banco de Brasília (BRB) no dia 23 de março de 2026. Ela substitui Jacques Veloso, que renunciou ao cargo em fevereiro de 2026, alegando motivos pessoais. A escolha de Hellen foi aprovada pelo Conselho de Administração do BRB e pelo Banco Central.
O BRB divulgou um comunicado ressaltando que a nova diretora contribuirá para o fortalecimento da governança corporativa e da segurança jurídica da instituição. Hellen possui uma vasta experiência, tendo atuado anteriormente na presidência da Caixa Econômica Federal e na Secretaria de Saúde do Distrito Federal.
Desafios e Polêmicas no Cenário Atual
A chegada de Hellen ocorre em um momento delicado, com o Judiciário lidando com uma ofensiva da oposição em relação à nova lei de socorro ao BRB. Recentemente, o juiz Carlos Frederico Marojá proibiu o governo do Distrito Federal de utilizar uma área da Serrinha do Paranoá para operações de investimento, o que gerou preocupação sobre os rumos da estatal.
Por outro lado, houve vitórias para o governo. O desembargador Roberval Casemiro Belinati derrubou uma liminar que favorecia o PSB em uma ação judicial, afirmando que as medidas em favor do BRB representam um “relevante interesse público primário”.
Relações com o Banco Master
A polêmica em torno do BRB também envolve suas relações com o banco Master, que possui cerca de R$ 21,9 bilhões em ativos sob a gestão do presidente da estatal, Nelson Souza. Ele afirma que é necessário separar “osso e carne” e que aguardará a estabilização da confiança dos investidores antes de vender a parte dos ativos que não foi afetada por fraudes.
Opinião
A nomeação de Hellen Falcão de Carvalho pode ser um passo importante para o BRB, mas os desafios jurídicos e financeiros que a instituição enfrenta exigirão uma gestão estratégica e firme.





