Em um ato simbólico realizado na Avenida Paulista, em São Paulo, crianças moldaram argila para relembrar os sete anos do rompimento da barragem da mineradora Vale, em Brumadinho, que resultou na morte de 272 pessoas em 25 de janeiro de 2019. O evento foi promovido pelo Instituto Camila e Luiz Taliberti, fundado em homenagem aos filhos de Helena Taliberti, que faleceram na tragédia.
Helena, que também perdeu a nora e o ex-marido na catástrofe, expressou sua dor e a importância de lutar por justiça. “As crianças são o nosso futuro”, afirmou, emocionada, ao destacar a necessidade de cuidar do meio ambiente e das próximas gerações. A ativista criticou a falta de ação em relação à tragédia e lembrou que a sirene de alerta não tocou no momento do rompimento, o que poderia ter evitado muitas mortes.
Justiça ainda não foi feita
Sete anos após a tragédia, a responsabilização criminal ainda não ocorreu. Um processo judicial que tramita na Justiça de Minas Gerais pretende julgar 15 pessoas envolvidas no caso. Helena ressaltou que a reparação para os atingidos tem sido lenta e inadequada, afirmando que muitos perderam suas casas, lavouras e animais sem receber compensação justa.
“A Justiça não foi feita”, concluiu Helena, enfatizando a importância de responsabilizar os culpados para evitar novas tragédias. Ela alertou que a impunidade é um fator que pode levar a novos desastres semelhantes no Brasil.
Opinião
A luta de Helena Taliberti por justiça é um lembrete crucial sobre a necessidade de responsabilização e reparação em casos de tragédias como a de Brumadinho, que não podem ser esquecidas.





