A produção de cevada no Brasil tem avançado, atingindo entre 400 mil e 500 mil toneladas anualmente, com o Paraná liderando o setor. Apesar desse crescimento, a indústria cervejeira está em alerta devido à queda no consumo de bebidas alcoólicas, especialmente entre os jovens da Geração Z.
Queda no consumo acende sinal de alerta
Pesquisas recentes revelam que mais da metade dos jovens entre 18 e 24 anos não consumiu álcool no último ano, o que tem gerado preocupações nas grandes empresas do setor, como Heineken e Ambev. Essas companhias estão reavaliando seus investimentos em um cenário de desinteresse crescente por bebidas alcoólicas.
Ponta Grossa como polo de produção
A cidade de Ponta Grossa, no Paraná, se destaca como um importante polo industrial para a cevada. É lá que está localizada a maior maltaria do Brasil, com um investimento de R$ 1,6 bilhão, além de fábricas da Ambev e a terceira maior cervejaria da Heineken no mundo. Esses complexos industriais são essenciais para incentivar os agricultores a continuar plantando cevada.
Alternativas e autossuficiência no horizonte
Para reduzir a dependência das cervejarias, o setor está explorando novas aplicações para a cevada, incluindo seu uso na alimentação humana e animal, além de potenciais aplicações industriais e energéticas. Especialistas acreditam que o Brasil pode alcançar a autossuficiência na produção de cevada no médio prazo, principalmente com a expansão do cultivo e a melhoria da qualidade do grão nacional.
Opinião
A produção de cevada no Brasil é promissora, mas o cenário de consumo exige que o setor se adapte rapidamente às novas tendências de mercado, especialmente entre os jovens.





