O Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP) decidiu, no dia 4 de outubro, punir Gustavo Marques, zagueiro do Red Bull Bragantino, com uma suspensão de 12 partidas e multas totalizando R$ 30 mil. A decisão foi tomada com base nas declarações machistas do atleta contra a árbitra Daiane Caroline Muniz dos Santos após uma partida realizada em 21 de fevereiro, onde o Bragantino foi derrotado pelo São Paulo por 2 a 1, resultando na eliminação do Campeonato Paulista.
Na ocasião, após o jogo, Marques criticou a escolha da juíza, afirmando que a Federação Paulista de Futebol (FPF) não deveria ter escalado uma mulher para apitar a partida, alegando que ela não tinha a capacidade necessária para a função devido ao seu gênero. As declarações foram consideradas ofensivas e discriminatórias, levando à sua condenação com base nos artigos 243-G e 243-F do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), resultando em oito partidas de suspensão e multa de R$ 20 mil pelo ato discriminatório, além de quatro partidas e multa de R$ 10 mil pela ofensa à honra.
Após o incidente, o Red Bull Bragantino emitiu uma nota oficial repudiando a atitude do jogador e informando que ele reconheceu seu erro e pediu desculpas à árbitra nas dependências do estádio. A FPF também se manifestou em apoio à árbitra, encaminhando o caso para a Justiça Desportiva, o que culminou na condenação do jogador.
Opinião
A punição imposta a Gustavo Marques é um passo importante contra a discriminação de gênero no esporte, mostrando que atitudes machistas não serão toleradas.






