Os Ministérios das Mulheres e do Esporte manifestaram indignação e repudiaram as declarações do zagueiro Gustavo Marques, do Red Bull Bragantino, após o jogo contra o São Paulo, realizado no último dia 21 de outubro. A partida, válida pelas quartas de final do Campeonato Paulista, terminou com a vitória do São Paulo por 2 a 1 e foi apitada pela árbitra Daiane Muniz.
Após o jogo, Marques afirmou que uma mulher não deveria apitar partidas de grandes equipes, alegando que o Bragantino foi prejudicado pela arbitragem. Em resposta, os ministérios destacaram a competência de Muniz, que é uma árbitra FPF/CBF/FIFA altamente qualificada, e ressaltaram que um homem na mesma posição não enfrentaria o mesmo tipo de desqualificação.
Reação da FPF
A Federação Paulista de Futebol (FPF) também se manifestou, expressando profunda indignação e revolta diante das declarações de Marques. A entidade classificou a fala do zagueiro como uma visão primitiva e machista, incompatível com os valores do futebol e da sociedade. A FPF reafirmou seu apoio a Daiane Muniz e a todas as mulheres no esporte, afirmando que continuará a trabalhar para garantir um ambiente seguro e justo para todas.
Desculpas e compromissos
Em nota, o Red Bull Bragantino pediu desculpas a Daiane Muniz e a todas as mulheres, repudiando a fala machista de seu jogador. O clube informou que o atleta e o diretor esportivo, Diego Cerri, se dirigiram ao vestiário da arbitragem para pedir desculpas pessoalmente. Marques também se desculpou em suas redes sociais, reconhecendo a infelicidade de sua declaração e expressando desejo de aprender com o erro.
Opinião
É fundamental que o esporte promova a igualdade de gênero e que declarações machistas sejam prontamente rechaçadas, garantindo um ambiente respeitoso para todos.
