O governo federal anunciou a indicação do economista Guilherme Santos Mello para o conselho de administração da Petrobras. A proposta inclui a consideração de seu nome para presidir o colegiado, em meio a uma assembleia geral ordinária marcada para o dia 16 de abril. Esta movimentação já provoca uma reação cautelosa no mercado financeiro.
Guilherme Mello, que atualmente é secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, é visto como um nome técnico, porém alinhado a uma visão desenvolvimentista que prega uma maior atuação do Estado na economia. Essa perspectiva gera preocupações sobre possíveis mudanças nas políticas de preços e na estratégia de investimentos da Petrobras, especialmente em um contexto marcado por tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Em comunicado, a Petrobras informou que a indicação de Mello seguirá os trâmites internos de governança antes da confirmação. A estatal destacou que as indicações serão analisadas quanto aos requisitos legais, de gestão e integridade pertinentes.
Guilherme Mello possui um currículo robusto, sendo doutor em Ciência Econômica pela Unicamp, mestre em Economia Política pela PUC-SP e graduado em Ciências Sociais e Econômicas. Além disso, é professor licenciado do Instituto de Economia da Unicamp e já coordenou o programa de pós-graduação em Desenvolvimento Econômico.
Paralelamente, a Petrobras anunciou uma mudança temporária na presidência do conselho. Marcelo Weick Pogliese assumirá a função interinamente após a saída de Bruno Moretti, que foi nomeado ministro do Planejamento e Orçamento pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Weick permanecerá na função até a assembleia geral, onde será definido o novo presidente do colegiado.
Opinião
A indicação de Guilherme Mello à Petrobras pode sinalizar uma nova fase na gestão da estatal, mas a cautela do mercado reflete as incertezas sobre a direção que a empresa pode tomar sob sua liderança.





